sábado, 26 de janeiro de 2013

Comemore-se

Para o mar agitado, 
uma boia,
para os andares mais altos 
uma escada,
para o engessado, 
um par de muletas,
para a piscina, trampolim,
para a vida plena, 
motivação.
 
Motivação é o combustível 
dos fortes,
daqueles que determinaram 
a vitória,
seja em que campo for, 
e não desistem,
mesmo com o sol intenso, 
com o frio que queima,
mesmo diante 
da montanha mais alta,
porque sabem que basta 
seguir em frente,
dar sempre um passo adiante, 
para vencê-lá.
 
Por isso, 
nas pequenas vitórias do dia,
faça uma comemoração interior,
vibre com um abraço sincero,
com um beijo demorado,
com uma nota boa na escola,
com um obrigado bem merecido,
com a esmola bem ofertada,
com a ajuda que você pode dar,
com a esperança que você levou,
com o ombro amigo que 
pode oferecer.
 
Vibre, 
comemore com o nascer 
do dia,
você acordou e isso significa 
estar vivo,
Deus ainda acredita 
em você,
e estar vivo significa 
poder mudar:
o que estava errado,
o que estava incomodando,
pagar o que estava devendo,
e trabalhar mais um pouco,
para você, 
para a sua família,
para o mundo, que sem você,
no mínimo, 
seria menos interessante,
porque você é especial demais,
e só por você estar aqui,
já vibramos com alegria.
 
Por isso, vibre, 
comemore-se,
beba um copo de água em 
sua homenagem,
e siga em frente, 
que a maior motivação 
é você!
 
Eu acredito em você
 
TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa 
"Madrugada Viva Liberdade FM" 
no quadro 
"Momento de Reflexão" 
e enviado aos amigos do 
"Grupo Mensagem de Domingo" 
no dia 27 de Janeiro de 2.013. 

sábado, 19 de janeiro de 2013

De malas prontas... A Viagem.

Tenho e sempre tive a 
convicção de que esta vida 
aqui é uma estação 
de uma 
longa viagem, 
de origem e destinos 
desconhecidos.

Mas todas as vidas, 
a minha, a tua, 
a de todos, 
passam pelo mesmo 
caminho que leva ao crescimento 
humano e espiritual.

Tem quem queira 
prosseguir a viagem.
Tem quem queira passar 
voando pela estrada.
Tem quem queira 
interrompê-la abruptamente.

Tem quem 
passe alheio a tudo, 
até mesmo à vida.

E esse aí não vive, 
na verdade... 
passa o tempo inteiro da 
viagem sentado à beira 
do caminho.

Sem aprender, sem progredir... 
sem crescer. 
Não viaja, nem vive...só 
sobrevive.

Para alguns a viagem é curta ... 
nem chega a desembarcar, 
embarca de volta.

Há quem leve na bagagem 
experiências ruins e aprende 
com elas.

Noutras bagagens 
as experiências ruins 
transformam-se em peso... 
pesam muito, 
transformam-se em mágoa 
e transformam-se 
em doenças.

Na minha bagagem, 
as experiências ruins 
transformam-se em aprendizado, 
tornando-as mais leves.

Na minha estrada observo 
cada pedrinha do caminho. 

O Sol, a chuva, 
as folhas, as plantas, animais.

Sou feliz por viver, 
por respirar, andar, ver, 
poder falar, 
ter corpo perfeito, 
cérebro a funcionar, 
mente que trabalha. 

Observo especialmente o 
ser humano e as suas vestes.

Não as vestes do corpo...
porque são irrelevantes. 
Mas as da alma.

A veste da cultura pode
 encobrir uma 
personalidade bronca, 
rude, vazia, 
egoísta.

O ouro, a riqueza... 
podem encobrir a pobreza 
extrema do espírito.

Em contrapartida a veste 
da simplicidade 
pode encobrir um 
espírito de um estado 
de nobreza intocável, 
subtil, 
de uma elevação indescritível.

É tempo de repensar. 
Reavaliar o que já foi feito 
e sobre o que 
pretendes mudar.

É hora de novos sonhos, 
novas auto-propostas.

Faz as malas também... 
deixa para trás o que não 
conseguiste melhorar.

Melhora-te, 
melhora a vida de quem 
puderes... 
melhora o teu jeito de olhar e 
agir com o outro, 
com o mundo.

Segue em frente e boa viagem!

TEXTO: Magaly Reinaldo - adaptado 
* * * * *
Texto lido no programa 
"Madrugada Viva Liberdade FM" 
no quadro 
"Momento de Reflexão" 
e enviado aos amigos do 
"Grupo Mensagem de Domingo" 
no dia 20 de Janeiro de 2.013.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Choque de realidade

Pare um pouco o que está 
vivendo e concentre-se 
na realidade.

As vezes, 
vamos carregando 
situações que não tem mais 
"o porque",
e aumentamos a carga 
nas nossas costas de maneira 
tão infantil.

Por isso, por instantes: 
- deixe de amar quem não te ama,

- pare de pensar em quem não 
pensa em você,

- pare de se preocupar com 
os outros,

- deixe de lado os que 
só falam,

- abandone os 
que só querem o seu melhor, 
os sugadores,

- rasgue velhas fotos que não 
dizem mais nada,

- doe roupas que já não te 
servem mais,

- elimine os pensamentos 
negativos da sua história,

- quebre os elementos 
que te lembrem quem não 
te deu nada de bom,

- delete velhos e-mails, 
recadinhos que você guardou 
e só te fazem mal.

As vezes, 
tudo o que nós precisamos 
é de um bom choque 
de realidade.

Nos despirmos das fantasias 
que nós mesmos criamos, 
e como criamos,
a respeito de outras pessoas 
que nem sempre respondem 
como nós queremos.

Abra a casa, 
deixe ventilar, 
troque de roupa, 
tome um banho gelado,
um mate quente, 
"que não faz mal pros dentes", 
tome uma atitude,
pense em você, 
no que você é agora e no que deseja 
ser de hoje em diante.

A realidade pode doer 
um pouco agora, 
mas com o passar dos dias,
o sol, que é maravilhoso, 
vem e brilha.
A chuva, benevolente, 
vem e alivia.
As nuvens passam, 
as dores passam, 
e tudo mais passa,
só uma coisa fica: 
você!

Pense nisso.

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa 
"Madrugada Viva Liberdade FM" 
no quadro 
"Momento de Reflexão" 
e enviado aos amigos do 
"Grupo Mensagem de Domingo" 
no dia 13 de Janeiro de 2.013.

sábado, 5 de janeiro de 2013

O permanente e o provisório

O casamento é permanente, 
o namoro é provisório. 
O amor é permanente, 
a paixão é provisória. 
Uma profissão é permanente, 
um emprego é provisório. 
Um endereço é permanente, 
uma estada é provisória. 
A arte é permanente, 
a tendência é provisória. 

De acordo? Nem eu. 

Um casamento que dura 20 
anos é provisório. 
Não somos repetições de 
nós mesmos, 
a cada instante somos 
surpreendidos por novos 
pensamentos que nos chegam 
através da leitura, 
do cinema, 
da meditação. 

O que eu fui ontem, 
anteontem, 
já é memória. 

Escada 
vencida degrau por degrau, 
mas o que eu sou neste 
momento é o que conta, 
minhas decisões valem 
pra agora, 
hoje é o meu dia, 
nenhum outro.

Amor permanente… 
como a gente se agarra 
nesta ilusão. 
Pois se nem o amor pela 
gente mesmo resiste 
tanto tempo sem umas 
reavaliações. 

Por isso nos transformamos, 
temos sede de aprender, 
de nos melhorar, 
de deixar pra trás nossos 
imensuráveis erros, 
nossos achaques, 
nossos preconceitos, 
tudo o que fizemos achando 
que era certo e hoje condenamos. 

O amor se infiltra dentro da nós, 
mas seguem todos em 
movimento: 
você, 
o amor da sua vida e o 
que vocês sentem. 

Tudo 
pulsando independentemente, 
e passíveis de se desgarrar 
um do outro. 

Um endereço não é pra sempre, 
uma profissão pode 
ser jogada pela janela, 
a amizade é fortíssima até 
encontrar uma desilusão 
ainda mais forte, 
a arte passa por ciclos, 
e se tudo isso é soberano e 
tem valor supremo, 
é porque hoje acreditamos nisso, 
hoje somos superiores ao 
passado e ao futuro, 
agora é que 
nossa crença se estabiliza, 
a necessidade se manifesta, 
a vontade se impõe, 
até que o tempo vire.

Faço menos planos e cultivo 
menos recordações. 
Não guardo muitos papéis, 
nem adianto muito o serviço. 

Movimento-me num espaço 
cujo tamanho me serve, 
alcanço seus limites com as mãos, 
é nele que me instalo e 
vivo com a integridade possível. 

Canso menos, 
me divirto mais, 
e não perco a fé por 
constatar o óbvio: 
tudo é provisório, 
inclusive nós.

TEXTO DE: Martha Medeiros
* * * * *
Texto lido no programa 
"Madrugada Viva Liberdade FM" 
no quadro 
"Momento de Reflexão" 
e enviado aos amigos do 
"Grupo Mensagem de Domingo" 
no dia 06 de Janeiro de 2.013.

sábado, 29 de dezembro de 2012

O último momento

O ano correu? 
É a impressão que temos. 
Ainda ontem parecíamos estar 
preparando nossa lista 
de boas resoluções para 2012 
e eis que 2013 bate às portas.

Quantas coisas deixamos 
para amanhã no início deste 
ano que passou 
e quantas jamais teremos 
a oportunidade de realizar ainda 
nesses últimos dias 
que restam?

Cremos tudo controlar. 
Só não controlamos a vida 
e por maior que seja nosso amor, 
não aprendemos ainda como guardar 
pessoas definitivamente conosco.

Das coisas que deixamos 
para o amanhã, 
muitas jamais cumpriremos. 
Não que os desejos mudem, 
é que há situações que viram 
como vira a noite 
e muitas das coisas que perdemos 
não sabemos recuperar. 
Mas como saber?

Precisamos olhar para dentro 
do nosso coração e rever 
nossas prioridades, 
pensar nas coisas essenciais, 
ver se o que estamos deixando 
para trás não corremos o risco de 
perder definitivamente.

Se soubéssemos que amanhã 
seria o último dia na nossa 
caminhada na terra, 
o que faríamos hoje?

Talvez fôssemos visitar 
alguém que não vemos há muito, 
pegaríamios nos nossos 
braços alguém que amamos 
como se esse abraço pudesse 
durar toda a eternidade 
e consertaríamos uma coisa 
aqui e outra ali, 
para não partirmos com 
coisas pendentes...

Diríamos uma palavra amiga 
para que se lembrem de 
nós ou teríamos um último 
gesto nobre.

Por que nos comportamos 
como se fôssemos 
viver eternamente e levamos 
tudo tão a sério?

Por que brigamos, 
magoamos, 
nos sentimos magoados, 
construímos muros, 
se é tão mais simples viver?

Não é bom deixar para 
o último momento 
para consertar as coisas, 
porque esse instante decisivo 
pode não avisar quando 
vai chegar.

Cada instante que chega é 
o último momento 
que temos e cada instante que 
passa pode ser uma ou outra coisa: 
ou ganhamos um espaço 
a mais nos corações ou  perdemos 
definitivamente uma oportunidade.

E o instante presente ainda 
temos a escolha.

Talvez, 
daqui a um ano teremos mais paz, 
talvez não olhemos para 
trás com o coração 
apertado e a frase 
"ah, se eu soubesse" 
não nos doa.

Hoje ainda podemos escolher.

TEXTO DE: Letícia Thompson
* * * * *
Texto lido no programa 
"Madrugada Viva Liberdade FM" 
no quadro 
"Momento de Reflexão" 
e enviado aos amigos do 
"Grupo Mensagem de Domingo" 
no dia 30 de Dezembro de 2.012.

sábado, 22 de dezembro de 2012

O significado do Natal


Ei você,
aonde vai com tanta
pressa?

Eu sei que você tem pouco tempo,
mas será que poderia
me dar uns minutos da
sua atenção?

Percebo que há muita
gente nas ruas,
correndo como você.

Para onde vão todos?

Os shoppings estão lotados,
crianças são arrastadas por
pais apressados,
em meio ao torvelinho.
Há uma correria generalizada.

Alimentos e
bebidas são armazenados.
E os presentes, então?
São tantos a providenciar.

Entendo que você tenha
pouco tempo.
Mas,
qual é o motivo dessa
correria?

Percebo, também,
luzes enfeitando vitrines,
ruas, casas, árvores.
Mas,
confesso que vejo
pouco brilho nos olhares.
Poucos sorrisos afáveis,
pouca paciência para uma
conversa fraternal.

É bonito ver luzes,
cores, fartura...
Mas seria tão belo ver
sorrisos francos,
apertos de mãos demorados,
abraços de ternura,
mais gratidão, mais carinho,
mais compaixão.

Talvez você nunca tenha
notado que há pessoas que
oferecem presentes por
mero interesse.

Que há abraços frios e calculistas.
Que familiares se odeiam,
sem a mínima disposição para
a reconciliação.

Mas,
porque você me
emprestou uns minutos do
seu precioso tempo,
gostaria de lhe perguntar novamente:
Para que tanta correria?

Em meio à agitação,
sentado no meio-fio,
um mendigo,
ébrio,
grita bem alto:
Viva Jesus. Feliz Natal!

E os sóbrios comentam:
É louco!

E a cidade se prepara...
Será Natal.

Mas,
para você que ainda
tem tempo de meditar sobre
o verdadeiro significado do Natal,
ouso dizer:
O Natal não é apenas uma data festiva,
é um modo de viver.

O Natal é a expressão da caridade,
e quem vive sem caridade
desconhece o encanto
do mar que incessantemente
acaricia a praia,
num vai-e-vem constante.

Natal é fraternidade e a vida
sem fraternidade é
como um rio sem leito,
uma noite sem luar,
uma criança sem sorriso,
uma estrela sem luz.

Mas o Natal também é união,
e a vida sem união é
como um barco furado,
um pássaro de asas quebradas,
um navegante perdido no
oceano sem fim.

E, finalmente,
o Natal é pura expressão
de amor,
e a vida sem amor é
desabilitada para a paz,
porque em sua intimidade
não sopra a brisa suave
do amanhecer,
nem se percebe o cenário
multicolorido do crepúsculo.

Viver sem a paz é como
navegar sem bússola
em noite escura...

É desconhecer os caminhos
que enaltecem a alma e
dão sentido à vida.

Enfim, a vida sem amor...
Bem,
a vida sem amor é
mera ilusão.

TEXTO DE: Tina Venturi
* * * * *
Que este Natal seja para você,
seus familiares e amigos,
mais que festas e troca
de presentes.

Que possa ser um marco
definitivo no seu modo de viver,
conforme o modelo trazido
pelo notável Mestre,
cuja passagem na Terra deu
origem ao Natal.

Que você compreenda,
que muitas pessoas lhe amam,
mas talvez,
por não ser do modo que
você espera,
você não as compreenda...
mas elas lhe amam,
com toda intensidade possível e
da forma que sabem...
* * * * *
Texto lido no programa
"Madrugada Viva Liberdade FM"
no quadro
"Momento de Reflexão"
e enviado aos amigos do
"Grupo Mensagem de Domingo"
no dia 23 de Dezembro de 2.012.

sábado, 15 de dezembro de 2012

O TEMPO E A VIDA ...

Talvez não seja mais preciso 
se perder para se encontrar.
Talvez seja possível ir 
direto ao ponto, 
sem passar pelas dores.

Encontrar respostas 
sem fazer 
tantas perguntas,
amar sem tortura,
perdoar sem demora,
viver sem frescura.

Há um ponto em comum 
entre todos nós:
buscamos a felicidade em 
todos instantes.
E por isso, 
muitas vezes erramos 
na dose,
exageramos nas tintas 
e carregamos o ar com 
mau-humor.
E demoramos demais para 
perceber o óbvio:
a vida é tão simples em toda 
a sua complexidade.
 
Não precisamos de mais dramas, 
nem de amores impossíveis.
Precisamos sim, 
nos amarmos profundamente,
para poder seguir caminho 
cada vez que uma barreira 
se erguer.

Seja o que for, 
de onde vier, 
como surgir,
é preciso olhar primeiro 
para dentro de si mesmo,
e reconhecer sua necessidade 
de estar bem,
para que o amor habite 
em sua alma,
sem se importar com o tempo, 
idade ou passagem.
 
Sem se perder na 
imensidão dos pensamentos,
encontrando-se livre a 
todo momento.

Eis a vida, 
eis o seu tempo.

Tempo que 
nos recorda sempre, 
e é bom ouvir,
é tempo de ser feliz!
 
TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto lido no programa 
"Madrugada Viva Liberdade FM" 
no quadro "Momento de Reflexão" 
e enviado aos amigos do 
"Grupo Mensagem de Domingo" 
no dia 16 de Dezembro de 2.012.