quinta-feira, 26 de março de 2015

Velhas Roseiras





















Eu já tive milhares de
companheiros e colegas.

Dentre eles,
fiz centenas de bons
amigos.
Mas nem todas as
amizades duraram.

Algumas pareciam
sólidas como rochas,
mas não resistiram
aos tempos
e às circunstâncias.

Assim sobraram poucos
amigos de infância,
pouquíssimos amigos
de escola,
poucos amigos de
adolescência,
poucos amigos de
juventude.

E pensar que a gente
brincava todos os dias,
via-se todos os dias
e não saia da casa
um do outro...

De repente,
outros afetos,
outros amigos,
outros interesses,
outro tipo de vida,
longos anos
de distância e mil
preocupações
da vida
nos afastaram
totalmente.

Agora não sei onde
andam e os que vejo
aqui e acolá
são amigos de
"Bom dia"...

Mas nada acontece.
A gente se respeita
e se admira,
mas a amizade de
infância,
de juventude
não volta.
Mudaram eles ou
mudei eu?

Ou foi a vida que nos
mudou a todos?

Restam algumas
amizades fiéis que
resistem a tudo...

O que sei é que fiz
muitos amigos
e não conservei
aquelas amizades.

De bons amigos
que éramos,
somos hoje bons
conhecidos
que se saúdam de
passagem e se
respeitam.

Às vezes nem isso.
Crescemos e nossa
amizade ficou lá
no passado.
E eu digo a mim
mesmo:

"Feliz o homem
que sabe cultivar
sua roseira!

Talvez não seja
tarde...
Roseiras velhas
também produzem
rosas lindas e
viçosas.

Basta recultivá-las..."

TEXTO DE: Padre Zezinho
* * * * *
Texto enviado aos amigos do
"Grupo Mensagem de Domingo"
no dia 28 de Março de 2.015.
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quinta-feira, 19 de março de 2015

Morre-se...






















Com o tempo as pessoas
vão morrendo.
A morte do corpo,
chega para todos em
algum momento da vida.
Todavia,
alguns em vida,
agregam outras mortes
que exalam odores duvidosos
e mata a existência num
piscar de olhos.

Morre-se
por causa do egoísmo.
Por exagero de pudor.
Pela bisbilhotice aguda
que lança mentiras.
Pelas preocupações
desnecessárias que
enruga a alma.
Pelas críticas ácidas
que não constroem
nada.

Morre-se pela avareza.
Pelo tédio.
Pela displicência.
Em meio a névoas das
paisagens,
morre-se pela cegueira
de não enxergá-las.
Morre-se
prematuramente pela
falta de encarar
a vida com simplicidade.

Morre-se por
falsas deduções.
Por exagero de ocupações.
Morre-se pelo tédio.
Pela falta de perdão.
Por abortar os sonhos
com a extrema realidade.
Pela falta de coragem
para o enfrentamento
das situações
adversas.

Morremos diariamente
pelo excesso de formalidade.
Por vivermos espremidos em
ideias e códigos
estúpidos. Pelo preconceito
que afasta todos os
outros e
subtrai a tolerância
e o respeito.

Pelos
incômodos adereços supérfluos que
nos faz pensar em superioridade.

Pela covardia silenciosa
que nos faz
abandonar o outro em
seu apocalipse
solitário.

Morre-se de autoflagelamento
pelas erros involuntários.
Afogado nas
lembranças sem
permitir seguir em
frente.

Pela desarmonia
interior.
Pelo imenso falatório
e a falta do exercício
de prática.
Morre-se por subtrair
afeto,
somar intrigas,
multiplicar dores.

Embora vivo,
morre o tolo,
o arrogante,
o impiedoso,
o fútil,
o preguiçoso,
o irado.

E nessa equação,
morre quem vive de tarja
preta para a vida,
sem necessariamente
precisar morrer
o corpo.

TEXTO DE: Ita Portugal
ARTE NA FIGURA: Nena Silva
* * * * *
Texto enviado aos amigos do
"Grupo Mensagem de Domingo"
no dia 22 de Março de 2.015.
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domingo, 15 de março de 2015

AÇÃO E RAZÃO




















"Fortes razões,
fazem fortes ações.
" [William Shakespeare]

Há quem reclame de tudo,
da comida que falta um ovo,
ou tem ovos demais,
da roupa,
que está curta ou
comprida demais.

Há quem se perca em
lamentações,
e se refugia em mil desculpas
para não fazer.

Não faz sequer a higiene
pessoal para sair,
e reclama por não ter encontrado
ninguém para amar.

Outros,
se escondem em seus refúgios,
quartos escuros,
e sonham, note bem,
apenas sonham com dias
melhores.

Tem gente que jura que
Deus a abandonou,
porque tudo o que faz dá errado,
mas na verdade, tudo o faz
é sem nenhum planejar.
Não se cansam de errar
os mesmos erros.

Não se aventuram mais para a
direita ou mais para a esquerda.
Fazem o mesmo arroz de anos,
e sonham com um belo risoto.

E é claro,
o milagre da transformação
não acontece assim...

Tudo pede ação,
mas antes é preciso ter
uma razão para lutar,
uma razão para seguir adiante.

Quem quer ser feliz,
precisa saber distinguir,
o que é a felicidade para
a sua alma.

Muitos sonham com o poder,
e quando o conquistam, choram.
Muitos desejam muito dinheiro,
e quando o tem, choram;
muitos esbanjam a saúde e
quando a perdem,
choram.

Não espere um anjo
despencar do céu com
normas de vida,
nem receitas mágicas
para ser feliz.

Antes, e com tal zelo,
se ocupe de sorrir e determinar
onde você quer chegar.

Só assim, com uma razão,
parta para a ação,
e vença,
unindo a força do trabalho
com a sua determinação.

Seja feliz!

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
*****
Texto enviado aos amigos do
"Grupo Mensagem de Domingo"
no dia 15 de Março de 2.015.
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sábado, 7 de março de 2015

Mulher, palavra única




















Como definir a palavra mulher
sem adjetivos extras?
Talvez seja próprio
falar em "fragilidade",
e talvez na lembrança
venha a doçura,
carinho,
nossa infância e seus
cuidados.

Mas,
mulher é força,
quando ganha o papel de
"trabalhadora",
é cuidadora e orientadora,
no papel de mãe,
é explosão amorosa como
aquela que sabe amar,
é educadora,
quando é nossa
professora.
É organizadora,
como perfeita dona
de casa,
é a que alimenta,
com as mãos cheias
de temperos,
é a que observa,
analisa e usa
o seu sexto sentido
para nos guiar.

Mulher,
mil palavras não
conseguem traduzir suas
múltiplas facetas,
E nós, admiradores,
filhos, amantes,
amigos e fãs,
nos perdemos em suas
múltiplas formas de
demonstrar o amor.

E se for mesmo necessário
traduzir mulher em uma
única palavra, fico entre o
fogo e o calor,
e por tanta ternura,
decido-me,
mulher é o símbolo
perfeito do AMOR.

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
ARTE NA FIGURA: Nena Silva
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Texto enviado aos amigos do
"Grupo Mensagem de Domingo"
no dia 08 de Março de 2.015.
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domingo, 1 de março de 2015

Julgamentos do mundo
























Em nenhuma situação,
se deixe levar
pela primeira impressão.
Há engano na beleza de
um perfil na Internet,
e desengano no encontro real
longe do mundo virtual.
Hoje pode ser o seu melhor dia,
e o seu sorriso encantar.
Mas, pode ser aquele dia pavoroso,
onde até o seu hálito
fica amargo e é de assustar.

Não se precipite em julgar
quem quer que seja.
Há sempre muitas explicações,
para quem vive as situações.
Quem está de fora não conhece
as suas dores e aflições,
e você também não sabe o que
eu carrego dentro de mim.

Por isso,
mantenha sobre o mundo
o olhar de quem espera.
De quem sabe que todos estamos
buscando a evolução.
Para uns chega logo,
por duras provas,
onde se testa a emoção.
Para outros,
alheios ao
mundo e aos seus apelos,
tudo vem lentamente,
inclusive o que se espera
dos mais vividos,
o tal do juízo.

A sociedade terá sempre o
olhar do agora sobre as pessoas.
Vai sempre perguntar o
que você tem,
quanto você tem.
Onde estudou, com quem andou,
o que comeu.

Para o mundo você pode
valer muito pouco,
quase nada e
sofrer muitas humilhações.
Mas, existe alguém,
que te admira pelo que você é,
e sabe o potencial que você
tem para ser e crescer.

Por isso,
não sofra pelo mundo que
quer te julgar,
eles não sabem onde você
vai chegar.
Antes,
aproxime-se Deus que
quer te exaltar.
E nessa confiança,
conquiste seu espaço,
sua paz.
O mundo te marca com
julgamento e dor,
Deus te cerca com
certeza e amor.

Quem poderá te barrar?

TEXTO DE: Paulo Roberto Gaefke
ARTE NA FIGURA: Nena Silva
* * * * *
Texto enviado aos amigos do
"Grupo Mensagem de Domingo"
no dia 01 de Março de 2.015.
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sábado, 21 de fevereiro de 2015

Os buracos não deixam de existir…


Se pensarmos na vida como 
um longo caminho, 
podemos fazer analogias 
interessantes, 
a começar pelos tão comentados 
obstáculos que temos de 
aprender a ultrapassar 
ao longo dos anos…

Uns maiores, outros menores, 
cada qual traz consigo 
seu nível de dificuldade, 
suas consequentes dores 
e seus preciosos aprendizados. 
Mas hoje quero falar, 
sobretudo, 
dos buracos. 
Alguns rasos, 
outros nem tanto. 

E existem 
também aqueles que, 
de tão profundos,
 quando caímos neles 
costumamos usar a expressão 
“cheguei ao fundo do poço!”.

É claro que ninguém gosta de 
cair em buracos. 
Por menores e mais rasos 
que sejam, 
no mínimo nos desestruturam 
e nos fazem perder o “rebolado”. 
Mas o fato é que eles 
fazem parte de todos os caminhos, 
de todas as pessoas, 
sem exceção, 
embora sejam sempre únicos.

O problema é quando 
alguém busca conhecimento,
 estuda e se sente tão crescido 
que passa a acreditar que isso é o 
suficiente para eliminar os 
buracos de seu caminho, 
para fazer com que eles 
simplesmente não existam mais. 
Iludido e enganado por si mesmo, 
ao se deparar com um, 
vai ter de lidar ainda com a decepção, 
a frustração e a sensação 
de que toda busca não 
valeu de nada!

Não caia nesta armadilha! 

Saiba de antemão que os 
buracos vão existir pra sempre. 
A diferença entre quem está 
consciente de si e de seu 
caminho e quem não está, 
é que o primeiro vai saber evitar o 
tombo desviando a tempo 
do buraco ou, 
pelo menos, levantar, 
sair dele e seguir em frente
 mais rapidamente e, 
tomara, 
menos machucado.

E tem mais: 
podemos perceber, 
com a repetição de nossas quedas, 
que muitos dos buracos de nossos 
caminhos são incrivelmente parecidos, 
justamente porque a função 
deles é nos ensinar a mais 
difícil de todas as lições.

Portanto, 
se sua lição mais 
difícil é aprender a ser 
menos teimoso, 
ou menos ansioso, 
ou menos inseguro, 
ou menos desconfiado, 
note bem: 
toda vez que você se 
distrai ou acelera o passo 
mais do que deveria, 
cai num buraco em que 
parece já ter caído inúmeras 
vezes antes.

Não é o mesmo! 
É outro! É novo! 

Ele se repete à frente para 
que você acorde e, 
a cada queda, 
consiga levantar com 
mais habilidade, 
e seguir em frente não 
reclamando e se lamentando 
por ter caído mais uma vez; 
não se criticando e se culpando 
por ter sido estúpido novamente. 

Não! 
Não há nenhuma 
estupidez na repetição 
do aprendizado,
 mas sim vivência, 
privilégio e sabedoria!

Assim, 
se você está agora no chão, 
se acabou de cair num 
buraco do seu caminho, 
não se sinta uma vítima e sim 
um escolhido pelo Universo 
para se tornar mais forte e 
mais preparado. 
Erga-se, mesmo doendo. 
Saia do buraco, 
mesmo chorando. 
E dê um passo à frente, 
e depois outro e outro, 
com a certeza de que pode 
ir bem mais longe…

Outros buracos virão. 
Novas cicatrizes ficarão 
cravadas em sua alma. 
E tudo isso será a prova 
de que você não veio como 
espectador e nem como 
coadjuvante de sua história. 
Você veio como protagonista 
e vai chegar até o fim com a 
dignidade de quem não apenas 
cumpriu o seu destino, 
mas o esculpiu com coragem, 
fé e atitude!

TEXTO DE: Rosana Braga
* * * * *
Texto enviado aos amigos do 
"Grupo Mensagem de Domingo" 
no dia 22 de Fevereiro de 2.015.
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

HÁ TEMPOS ...


























Há tempos em nossa vida
que contam de forma diferente.
Há semanas que duraram anos,
como há anos que não contaram um dia.
Há paixões que foram eternas,
como há amigos que passaram céleres,
apesar do calendário nos mostrar
que eles ficaram por anos
em nossas agendas.
Há amores não realizados que
deixaram olhares de meses,
e beijos não dados que até hoje
esperam o desfecho.

Há trabalhos que nos tomaram
décadas de nosso tempo na Terra,
mas que nossa memória insiste
em contá-los como semanas.
E há casamentos que,
ao olhar para trás,
mal preenchem os feriados
da folhinha.
Há tristezas que nos
paralisaram por meses,
mas, que hoje,
passados os dias difíceis,
mal guardamos lembrança de horas.
Há eventos que marcaram,
e que duram para sempre,
como o nascimento do filho,
a morte do pai, a viagem inesquecível,
um sonho realizado.
Estes têm a duração que nos ensina
o significado da palavra
"eternidade".

Já viajei para a mesma cidade
uma centena de vezes e,
na maioria das vezes,
o tempo transcorrido foi o mesmo.
Mas, conforme meu espírito,
houve viagem que não teve fim até hoje,
como há percurso que nem me
lembro de ter feito,
tão feliz eu estava na ocasião.

O relógio do coração
- hoje eu descubro -
bate noutra frequência daquele
que carrego no pulso.
Marca um tempo diferente,
de emoções que perduram e
que mostram o verdadeiro tempo da gente.
Por este relógio,
velhice é coisa de quem não
conseguiu esticar o tempo
que temos no mundo.
É olhar as rugas e não perceber
a maturidade.
É pensar antes naquilo que não foi feito,
ao invés de se alegrar e sorrir com
as lembranças da vida.

Pense nisso.

TEXTO DE: Alexandre Pelegi
* * * * *
Texto enviado aos amigos do
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no dia 15 de Fevereiro de 2.015.
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