sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Quando as portas se fecham ...

Algumas vezes na vida temos
que enfrentar esse tipo de desafio...
As portas se fecham
e nada dá certo.
Normalmente,
parece que é um aprendizado
que não vem sozinho.

As portas se fecham na vida íntima,
no trabalho e às vezes
até na família.

Claro que cada pessoa enfrenta
essa prisão de uma forma e,
com certeza,
o pior jeito de viver esse
momento é se deprimindo...

O que quase sempre
acontece porque ficamos tão tristes
que nada dá certo e nos afundamos
na depressão.

Percebi ao longo dos anos
que a depressão é um grande mal,
porque perdemos o
contato com o nosso foco de luz.

Quando nos deprimimos,
brigamos com nós mesmos,
uma briga sem vitorioso e
sem superação.
Ficamos com ódio da vida
e deixamos de nos dar estímulo
para a caminhada.

E o que fazer se não podemos
contar conosco?

Sei que ser amigo de você
mesmo num momento complicado
onde nada dá certo
não é fácil.

Porque muitas vezes nos achamos
culpados das derrotas,
nos vemos como pessoas ruins,
defasadas, burras,
e sem luz.

E não somos nada disso.

Cada um de nós tem o seu brilho,
as suas virtudes, porém,
quando estamos num momento
de quebra,
nada disso vem para fora.

Aí a solução é
continuar caminhando,
continuar acreditando
em dias melhores,
em mudanças.

Se as portas se fecharam
no seu caminho,
mude a rota...

Mude seu jeito de ser.
Faça cursos,
comece um trabalho voluntário,
faça caminhadas,
deixe o ar entrar em seus
pulmões e renovar sua energia.

Não podemos agir como
crianças mimadas quando
recebemos um não...

O que fazer quando já sabemos
que não adianta colocar
a culpa no outro???

Sim,
porque muitas vezes
as pessoas não são culpadas
das coisas ruins que
nos acontecem.
E quando percebemos que
somos nós os responsáveis
por questões difíceis
também não adianta em
nada nos crucificar.

Erramos por ignorância
de uma atitude adequada,
erramos porque não soubemos
fazer melhor e paciência...

Agora é tocar para frente.

Aquilo que você fez está
feito e por isso mesmo
é perfeito.
O que podemos mudar é daqui para
frente e principalmente
dentro de nós.

Quando as portas se fecham
estamos enfrentando também
uma quebra do ego,
uma revolução interna que
serve para nos mostrar
um outro caminho.

Quando nada dá certo em nossa vida,
precisamos com urgência
mudar nossa
visão do mundo,
transformar a forma de pensar
com muita coragem
e luz.

TEXTO: Maria Silvia Orlovas
* * * * *
Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 06 de Dezembro de 2.009.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Sementes de virtudes ...

Não podemos controlar
todas as situações que vivemos,
algumas não dependem
da nossa vontade.
E não podemos mudar tudo também,
mesmo se somos fortes,
decididos e positivos.
Mas podemos colocar um
pouco de sal e de luz.

Podemos aprender a gerenciar
essas situações de
maneira que não nos afetem
completamente ou profundamente,
que não nos destruam
ou acabem com nossos
relacionamentos de amor
e de amizade.

Quando perdemos o controle de nós,
perdemos o controle de tudo.

É como um motorista que,
ao sentir o perigo,
larga o volante:
o acidente é inevitável!

Por mais desesperadoras que
pareçam as situações,
temos que segurar o volante.

Guardar a calma nos momentos
mais críticos é uma atitude preciosa,
não só para nós,
mas para os outros também.

Ah, sim,
podemos explodir e às vezes
até precisamos!
Todavia há maneiras de exteriorizar
o que nos atormenta sem que
os pedaços da nossa ira afetem
tudo ao nosso redor.

Podemos chorar até
que nossa alma se sinta lavada,
podemos falar com alguém
em quem tenhamos confiança,
podemos pintar, desenhar,
construir,
correr ou apenas nos
entregar à dor até que o peito
se esvazie dela.

Há pessoas, como eu,
que escrevem longas cartas
que nunca enviam,
mas que aliviam.

Somos humanos,
eu sei e não podemos ficar
indiferentes à tudo o que acontece,
não podemos nos esconder
atrás de escudos que nunca
defenderão nossa sensibilidade,
pois no inevitável encontro
com nosso eu,
precisamos ainda encontrar
forças e coragem para
nos olhar nos olhos.

Temos todos em nós sementes
de virtudes plantadas.
Devemos dar a elas condições
para que floreçam,
para que dêem frutos,
para que as pessoas possam,
uma vez que nos encontram,
carregar-nos nos corações para
o restante das suas vidas.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 29 de Novembro de 2.009.

sábado, 21 de novembro de 2009

Ainda se eu falasse a linguagem dos anjos ...

Uma das coisas mais difíceis
no mundo é ter um coração puro.
Podemos ter corações amáveis,
gentis e abertos aos outros,
mas puros e cheios de amor
desinteressado...
quanto trabalho ainda deve ser feito,
quanta renúncia,
quanta aceitação e quanta doação!

Não podemos negociar com Deus,
fazer isso em troca daquilo,
agir de uma certa forma para
obter algum tipo de recompensa.

O amor é gratuito
e nossa dedicação a Deus
ou aos outros não deve depender
do que obtemos de volta.

Aquilo que sai da nossa alma
e do nosso coração devem ser ofertas,
livres de quaisquer condições.

Deus nos dá em retorno?

Certamente,
porém não como paga,
mas como resultado da confiança
que depositamos nEle.

Não somos bons quando
damos de nós aos outros,
nem quando fazemos caridade,
nem mesmo quando abandonamos
nossa vida por alguém que
carece da nossa ajuda.

Somos bons quando as coisas,
gestos e palavras saem
do nosso coração como uma flecha
e não ficamos observando
se ela vai voltar.

Somos bons quando não
contamos que nosso irmão tem
mais que nós e nos
sentimos ofendidos,
quando o bem e a felicidade
do outro passam a ser nosso bem
e felicidade também.

Erram as pessoas que acham-se
boas quando doam de si.
isso é orgulho.

Geralmente elas dão do que
lhes sobra e seus objetivos
são tornarem-se pessoas melhores.
Fazem por si no fim das contas,
não pelos outros.

O caminho para o Alto
é muito longo e a porta de
entrada é estreita.

Os que acham que já estão
na metade do caminho,
certamente nem começaram
ainda a subir.

É Deus quem nos eleva
e precisamos dizer muitos
"não" e muitos "sim"
até que alcancemos um
pedacinho do céu.

Amar demais aqui e odiar ali,
anula o amor;
escolher os que perdoamos
é o mesmo que não perdoar ninguém,
pois nosso coração continua
com manchas.

O amor tem olhos fechados
e é o maior de todos os dons,
distribuído a todos na face da terra.
Mas segundo a Bíblia,
há os que plantam,
os que colhem,
os que multiplicam e os
que escondem.

Podemos fazer todos
os bens do mundo,
regar os jardins dos que
precisam e oferecer-lhes
nosso melhor sorriso,
mas ainda assim não teremos
começado nosso caminho
se negamos a palavra a um irmão,
se os ressentimentos corroem
nosso coração,
se contamos cada ato
que realizamos.

Deus não precisa dos nossos
gestos vazios,
Ele apenas pede um
coração sincero.
Aquele que sabe e reconhece
não ser perfeito,
mas abre-se a cada dia ao próximo,
ao distante e tem por
meta fazer o bem.

Deus ama a todos indistintamente,
mas os que aprenderam
o que é compartilhar,
compreenderam melhor os
preceitos do Seu coração.
E esses provam plenamente
da Sua Graça.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 22 de Novembro de 2.009.

domingo, 8 de novembro de 2009

Por que as folhas caem ...

A cada outono,
certas plantas e árvores
preparam-se para um repouso
necessário e vital à sua vida
e continuação.

Algumas espécies de árvores
matizam-se de várias cores,
num maravilhoso contraste entre
a melancolia e a beleza extrema.

Depois, uma a uma,
as folhas caem, como lágrimas,
até que as árvores, nuas e tristes,
abram os braços ao inverno e esperem,
pacientemente, a primavera,
que restaurará cada folha caída.

Por que para nós seria diferente?

Por que não
perder antes de reencontrar,
por que não as lágrimas,
por que não dias áridos,
frios e secos?

E por que não a esperança de que
a primavera volte?

Porque, creiam, ela volta sempre!

Talvez nos julguemos bons
demais para receber o sofrimento,
como se ele fosse sempre
símbolo de castigo e não algo
necessário ao nosso crescimento.

As folhas caem e as árvores
parecem assim tão desprotegidas,
tão solitárias!...
e eu me pergunto o que faz
com que sobrevivam.

Elas entendem que esse período
é necessário à sua renovação.
Elas aceitam,
doam-se e
esperam e recebem de volta,
no tempo oportuno.

Assim somos nós com todas
as perdas que sofremos,
com as lágrimas que escorrem
e salgam nossa boca,
com o tempo
que parece interminável
ou as noites longas demais.

Tanto que não entendemos
e não aceitamos o sofrimento,
ele se prolongará.
Tanto que não vemos isso
como uma fase,
apenas uma fase,
a ferida estará
aberta e sangrará.

Não aceitar o outono
e negar o inverno não faz
com que não existam.
Apenas nos deixam fora de
uma realidade que chega
pra todo mundo.

Não somos maus demais para
recebê-los como um castigo
e nem bons demais para que
possamos não acolhê-los.

As árvores perdem as folhas
e perdemos os nossos.
Elas choram
e choramos também.
Elas esperam e nada há que
nos impeça de esperar.

E elas recebem,
a seu tempo determinado,
novos galhos e novas folhas,
novas flores e novos frutos.
Sentem-se assim completas.

Somos assim o que somos
e o mesmo Deus que
sustenta as árvores,
nos sustenta a nós!

E Ele nos poda,
nos molda,
nos deixa nús
e aparentemente sem defesa,
mas está sempre presente
e estará ainda quando
a primavera voltar,
quando seremos,
depois do inverno frio,
renovados e prontos para
recomeçar.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 08 de Novembro de 2.009.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Perder alguém querido ...

Não há palavras para expressá-la.
Não há livro que a descreva.

Por isso,
o melhor jeito
de consolar é falar pouco,
orar junto,
sentir junto e estar presente,
cada um do jeito que sabe.

Palavras não explicam
a morte de alguém querido.

Sabem disso o pai,
a mãe, os filhos, os irmãos,
o namorado e a namorada,
o marido e a mulher,
amigos de verdade.

Quando o outro morre,
parte do mistério da vida
vai com ele.
A parte que fica torna-se
ainda mais intrigante.

Descobrimos a relação
profunda entre a vida e a
morte quando alguém
que era a razão,
ou uma das razões,
de nossa vida vai-se embora.

Para onde?
Para quem?
Está me ouvindo?
A gente vai se ver novo?
Como será o reencontro?

Acabou-se para sempre,
ou ela apenas foi antes?
Por que agora?
Por que desse jeito?

As perguntas insistem
em aparecer e as respostas
não aparecem claras.

Dói, dói, dói e dói...

Então a gente tenta
assimilar o que não se explica.
Cada um do jeito que sabe.

Há o que bebe,
o que fuma, o que grita,
o que abandona tudo,
o que agride,
o que chora silencioso num canto,
o que chama Deus para uma briga,
o que mergulha no fatalismo e o que,
mesmo sem entender ou crer,
aposta na fé.

Um dia nos veremos de novo...
enquanto este dia não chegar,
entes que eu amo sei que
me ouvem e oram por mim,
lá, junto de Deus.

Para eles a vida tem,
agora,
uma outra dimensão.
Alcançou o definitivo.

Quem fica perguntando
e sofrendo somos nós.

Mas como a vida
é um riacho que
logicamente deságua,
a nossa vez também chegará e,
quando isso acontecer,
então não haverá
mais lágrimas.

As que aqui ficaram
chorando terão a sua explicação.

Por enquanto,
fica apenas o mistério.

Alguém que não sabemos
por que nasceu de nós e por
que cresceu em nós,
por que entrou tão de
cheio em nossa vida,
fechou os olhos e foi-se embora.

Quem ama de verdade
não crê que se acabou.

A vida é uma só:
começa aqui no
tempo e continua,
depois,
na ausência de tempo
e de limite.

Alguém a quem amamos
se tornou eterno.
E essa pessoa já sabe
quem e como Deus é.
E também sabe
o porquê de sua partida.

Por isso,
convém falar com ela
e mandar recados a Deus
por meio dela.

Se ela está no céu,
então alguém,
além de Deus,
de Jesus e dos santos,
se importa conosco.

Definitivamente,
não estamos sozinhos,
por mais que doa a solidão
de havê-la perdido.

Mas é apenas por pouco tempo.
Quem amou aqui,
sem dúvida,
se reencontra no infinito...

TEXTO: Pe. Zezinho, scj
Do livro: Orar e pensar como família - Paulinas
* * * * *
Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 01 de Novembro de 2.009.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A generosidade ...

Quanto mais caminho,
mais percebo o quanto o mundo
anda sedento.

As pessoas correm,
sofrem,
se desesperam e continuam
buscando a felicidade como
se essa fosse apenas uma miragem
nesse imenso deserto que a vida
se transformou.

Há muita gente no mundo,
milhares e milhares.
Portanto,
a solidão continua
assolando vidas,
maltratando corações que,
no fim do dia e das contas acabam
desacreditando nas portas
que se abrem a elas.

Cada qual pensa no próprio eu
e todo mundo se isola.

Enquanto isso,
a vida continua,
cresce a indiferença,
cresce o desamor,
multiplicam-se as depressões
e incompreensões.

As pessoas
sentem-se vazias e reagem
como pessoas vazias.
Vazias,
pelo menos,
de amor e caridade,
mas cheias de tristezas e desilusões.

Há, portanto,
dentro de cada um de nós
um poço de possibilidades e
compartilhar de si é deixar-se
um pouquinho em cada um.

Só não tem nada para
oferecer quem possui
um coração vazio,
não as mãos.
E acabar com a solidão
de alguém é contribuir para
o fim da própria solidão.

Oferecer a esperança é
dar-se a si uma nova chance,
é reabrir portas,
é descobrir o novo e
entregar-se a ele.

Há melhor presente no mundo
que o dom de si?

Há coisa mais bonita que saciar
o coração de alguém?

Devolver a esperança,
por menor que seja ela,
é dar às pessoas a
oportunidade de descobrir
o outro lado da vida,
aquele que,
embora um pouco esquecido,
ainda existe.

O dia tem 24 horas
e parece muitas vezes que
são insuficientes para fazermos
tudo o que temos que fazer.

Lamentamos a falta de tempo
para isso ou aquilo
e pensamos que um dia,
quem sabe,
se atingirmos a bênção
da velhice tranqüila,
poderemos dar um pouco
mais de nós aos outros.

Quanto engano!!!

Podemos dar de nós a cada
dia e a cada hora,
agindo com o coração e tendo
uma atitude que nos torna
diferentes em qualquer lugar.

Pode-se resistir ao
ódio por muito tempo,
mas quem resiste à ternura,
ao afeto,
ao amor e à boa-vontade?

Quando as pessoas agirem com
menos egoísmo e ao invés de
ruminarem a própria
infelicidade começarem
a agir para o bem do próximo,
as doenças da alma
começarão a encontrar a cura
e o amanhecer terá para cada um
de nós um outro rosto,
mais sereno,
mais amigo e mais esperado.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 25 de Outubro de 2.009.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Pai Nosso ...

Será inútil dizer
"PAI NOSSO"
se em minha vida não
ajo como filho de Deus,
fechando meu coração ao amor.

Será inútil dizer
"QUE ESTAIS NO CÉU"
se os meus
valores são representados
pelos bens da Terra.

Será inútil dizer
"SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME"
se penso apenas em ser
cristão por medo,
superstição e comodismo.

Será inútil dizer
"VENHA A NÓS O VOSSO REINO"
se acho tão sedutora a vida aqui,
cheia de supérfluos e futilidades.

Será inútil dizer
"SEJA FEITA A VOSSA VONTADE
ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU"
se no fundo desejo mesmo é que todos
os meus desejos se realizem.

Será inútil dizer
"O PÃO NOSSO DE CADA
DIA NOS DAI HOJE"
se prefiro acumular riquezas,
desprezando meus
irmãos que passam fome.

Será inútil dizer
"PERDOAI AS NOSSAS
OFENSAS ASSIM COMO NÓS
PERDOAMOS A QUEM
NOS TENHA OFENDIDO"
se não me importo em ferir,
injustiçar,
oprimir e magoar os que
atrevessam o meu caminho.

Será inútil dizer
"E NÃO NOS DEIXEI CAIR EM TENTAÇÃO"
se escolho sempre
o caminho mais fácil,
que nem sempre
é o caminho de Deus.

Será inútil dizer
"LIVRAI-NOS DO MAL"
se por minha vontade
procuro os prazeres materiais,
e se tudo que é
proibido me seduz.

Será difícil dizer
"AMÉM"
porque sabendo que sou assim,
continuo me omitindo
e nada faço para me modificar.

TEXTO: Extraído do livro
"Os ensinamentos de Jesus
e a tradição esotérica cristã"
de Raul Branco.
* * * * *
Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 21 de Outubro de 2.009 no lançamento da Campanha
Natal Solidário 2.009.