sábado, 26 de março de 2011

O Chuchu

Era só um Chuchu,
meio apodrecido em
uma das pontas,
era candidato perfeito ao lixo.
Mas,
mesmo sem acreditar muito
naquele Chuchu,
uma pessoa abriu uma cova
no chão e plantou-o desajeitadamente,
sem esperar nada em troca.
Deixou ali e esqueceu-se do pobre...

Algum tempo depois,
desafiando a sua própria condição,
o Chuchu faz sair das entranhas da terra,
o seu primeiro caule que logo
busca algo para sustentar a sua escalada.
Livre, abençoado pelos raios de sol,
acariciado pelo vento e saciado
pelas gotas do orvalho,
ele cresce um pouco mais
forte a cada dia.

Um belo dia,
aquele homem que plantou o Chuchu,
vê alguns pequenos frutos
pendurados na bela rama verde
que cerca o muro,
e pouco tempo depois,
o pé carregado de belos chuchus,
serve de refeição para a sua família
e de muitos vizinhos que impressionados
pela beleza daquela plantação se
aproximam e pedem alguns.

É assim,
que de um simples chuchu
que ninguém dava nada,
um monte de gente se alimenta
dos seus frutos.
Bastou uma pessoa acreditar,
uma única pessoa fazer um
gesto positivo,
depositando um pouco de
confiança naquele chuchu e ele,
usando toda a carga genética
que havia dentro dele,
utilizando-se da força que a terra,
á água,
o sol e todos os
elementos disponíveis
naquele ambiente,
transformou-se de quase morto
em alimento vivo,
que produz,
dá frutos e gera nova vida.

Assim é você!

Pode ser que hoje,
você esteja se sentindo um "Chuchu velho",
semi-apodrecido,
abandonado e sem valor,
ou ainda,
acreditando que jamais
produzirá bons frutos,
pois lhe falta oportunidades,
que lhe falta uma pessoa que
acredite em você...

Pois eu lhe digo,
Deus acredita em você,
e lhe dá todos os dias,
um pedacinho de terra fértil,
para que você desenvolva o seu poder,
esse poder que já está ai dentro,
armazenado em sua alma,
que os "biólogos geneticistas"
chamam de herança genética,
e que os anjos chamam de
"lembrança divina",
brote,
dê frutos e espalhe suas
sementes pelo mundo,
vencendo obstáculos.

Não desista de nenhum dos seus
sonhos sem antes tentar
exaustivamente realizá-los
de maneira satisfatória.
Você tem um voto de confiança
Divino que através da Vida,
coloca a sua disposição,
a terra, o ar, a água,
o fogo, o vento,
a natureza como um todo para
que você possa progredir.

Trabalhe, esforce-se,
faça como o Chuchu
que se agarra até no
improvável concreto,
usando de uma força descomunal
para fazer com que os seus frutos
brotem saudáveis e tão desejados.

Ah! e se você não gosta de Chuchu,
não se preocupe,
o mundo também é assim
com as pessoas,
não existe unanimidade
entre os povos,
nem Jesus agradou a todos,
imagine o Chuchu,
quer dizer, você.

O importante é realizar a sua
tarefa com a certeza de que
está fazendo o seu melhor,
na certeza de que
você não desistiu na primeira
chuva forte,
nem desanimou diante dos
conselhos medíocres de quem
só tem inveja de você.

Seja então como o Chuchu
que com um voto de confiança cresce,
frutifica e alimenta muitos,
ainda que com tão pouco.
Se lhe faltava um voto de confiança,
se lhe faltava um crédito de vitória,
eis que Deus lhe envia hoje esta
singela mensagem,
dizendo bem no "no pé do seu ouvido",
só para você escutar:

- Eu te amo e sei que podes vencer!

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 03 de Abril de 2.011.

sábado, 19 de março de 2011

A derrubada do Muro das Lamentações Pessoais

Tome posse dos desejos que
mais tomam conta
do seu tempo.

Faça de cada um deles,
um motivo a mais para lutar.
Pegue a vida com
coragem e determinação,
sem olhar para as barreiras.

Alias,
saiba que cada uma
das dificuldades encontradas,
são na verdade pequenos
testes de merecimento,
"quanto mais você vence,
mais se faz merecedor da vitória."

Por isso,
não espere nada de
mãos beijadas.
Lembre-se que o que cai
do céu não são facilidades,
mas, por vezes,
o aumento das barreiras,
é a chuva incessante,
é a neve paralisante,
e até a titica do passarinho que
"esvaziou" na sua cabeça.

Sim,
o mundo é cheio de
complicações,
e a cada dia,
mais difícil o seu entendimento;
por isso,
nada de ficar encostado
no muro das lamentações,
a vida pede ação e contempla
cada um com reações semelhantes,
ou seja,
colhemos o que plantamos,
e normalmente,
quando plantamos mal,
colhemos aquele mal dobrado,
parece que centuplicado.

Já o bem, quase sempre,
vem na exata medida
das nossas necessidades.

Por que nossos sonhos
ainda são pequenos,
nossos desejos são contidos,
nossas declarações de amor
são tímidas demais.

Precisamos urgentemente
fazer de cada dia uma lição,
uma explosão de força,
euforia e determinação,
que arrebente com
as muralhas do medo,
que estoure com
os portões da indecisão,
que exploda as paredes
das coisas pequenas,
das mesquinharias, do "inho",
coitadinho,
menininho, pobrezinho,
tadinho...

CHEGA! de tantos diminutivos!
Você é grande!

Foi feito para as grandezas
de um mundo tão grande.

É tempo de sacudir a
poeira e fazer de novo,
tudo novo.

Tempo de derrubar o seu
"muro das lamentações",
e ser plenamente realizado.

Tá esperando o que?

Eu acredito em você

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 27 de Março de 2.011.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Aprendiz da vida

Queria poder dizer que
estou numa idade onde
aprendi a vida.
Mas não cheguei ainda
a esse ponto.

Aprendi algumas coisas sim,
outras trazem uma luta
enorme entre eu
e meu e não sei quantas
quedas e quantos levantares
serão necessários para
que eu aprenda.

Mas não desisto.

Parece que estou na
idade da razão,
mas percebo que não existe
idade para isso.

Nem sempre tenho razão,
nem sempre sei o que fazer,
sou e serei até o último
minuto uma aprendiz
da vida.

Dizem que perdoar é
esquecer e eu não
sei ainda onde encontrar
essa borracha que
apaga vivências doloridas
ou curativos que
cubram feridas que nunca
se fecham.

No meu ver,
perdoar é compreender,
aceitar e seguir adiante,
é poder olhar nos olhos da
outra pessoa novamente e,
se preciso,
dar a mão sem o
sentimento de sacrifício.

Raras são as pessoas que
alcançam o dom do perdão,
mas não é impossível.

Quando pensamos que
sabemos tudo
porque vivemos um
certo número de anos,
temos que admitir que
vivemos em outras épocas,
com outros valores
e que nossas certezas
de antes nem sempre
cabem nos dias de hoje.

Nossos filhos nos lembram
disso a cada instante.
São eles nossos
maiores mestres,
ao contrário do que se pensa.

Em tudo o que fazemos
e dizemos,
nosso exemplo vale
mais do que todas as palavras.

As crianças ouvem
muito mais o que parecemos
que o que dizemos.

É assim também com
os que precisam do
nosso apoio.

Cada um de nós absorve
de maneira diferente
acontecimentos comuns a
todos e somos incomparáveis.

Por que eu vivi algo de
um jeito não obriga
ninguém a viver da
mesma forma.

Aprender a respeitar a dor
alheia é respeitar a
individualidade do ser humano.

O medo do sofrimento
do amor nos afasta
das pessoas que mais
nos amam.

Muito do que chamamos
de imprevisto e coincidência
é a Mão de Deus
interferindo nas nossas vidas.

Devemos pensar então
duas vezes antes de
reagir mal a algo que
contraria nossos planos.

O passar do tempo nos
traz a experiência,
mas a sabedoria vem de
maneira diferente.
Ela chega com a vivência,
entendimento,
compreensão e aceitação
das adversidades.

Meu maior medo é o de
acreditar sobre o que
dizem a meu respeito,
isso me destruiria.

Devo sempre saber quem
sou e nunca me esquecer
dAquele que me criou.

Aprender a vida é
reconhecer-se aluno eterno,
com as somas,
diminuições e ciências
do dia-a-dia.

É chegar ao fim do dia
e fazer planos para o
dia seguinte e se preciso for,
recalcular, rever,
repensar e recomeçar.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 20 de Março de 2.011.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Sonhos de papel

A folha de papel
em branco
aceita qualquer escrito,
idéias malucas,
sonhos ufanistas,
desejos secretos,
pode guardar um sonho
que só vai virar realidade,
muitos anos depois,
ou ser esquecido.

A folha de papel pode
receber uma nova história,
um "best-seller"
mundial falando de
escola de bruxos,
ou um relato humilde de
alguém que precisa desabafar.

Assim também é o dia de hoje;
cheio de possibilidades
para os que querem
enxergar portas,
cheio de dificuldades
para quem quer enxergar
barreiras.

O dia é uma folha em
branco onde seus
sonhos mais loucos,
podem começar
a tomar forma,
ou morrer soterrado,
sem mesmo ter tentado,
sem mesmo ter existido,
amassado pelo peso do
"não tentar".

Tome o seu dia pelas mãos.

Como pipa que o
menino não cansa de cuidar,
como quem carrega um
tesouro que não pode perder,
como quem leva o
seu amor pelas mãos,
como quem baila com
a pessoa amada,
como quem sorri até
mesmo diante da dor,
sabendo que
o tempo vai levar o sofrimento,
vai deixar a saudade,
uma forma gostosa de tortura,
que envolve a paixão
e o amor.

O dia está aberto
para você escrever
a sua história!

Se é para ser um romance,
que seja meloso e com
final feliz.

Se é para ser um drama,
que seja da superação,
da sua vitória,
se é de terror,
que seja passageiro,
como montanha russa,
se é de pura realidade,
que seja cheio de desejos,
cheio de vontade de dizer
para o mundo:
- eu sou o personagem principal
da minha vida,
sou o diretor deste filme lindo,
sou o roteirista que grita:
eu sou feliz!

O Oscar de melhor filme
deste ano é o que fala
da sua vida.

Você duvida?

É tempo de vencer,
e escrever a sua história.

Eu acredito em você

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 13 de Março de 2.011.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Carnaval

O Brasil é um país de inúmeras festas.
É assombroso o número de feriados
no calendário anual.
Mas, se somarmos os dias
que são emendados,
teremos ao longo do ano,
mais de quinze dias parados.

Segundo especialistas do assunto,
os prejuízos são enormes
para o País.

Agora, nesta época,
temos o feriado de carnaval.
Em alguns lugares perde-se
mais de uma semana de trabalho.
É o festejo da alegria
num País de quase 40 milhões
de miseráveis.

Desde o início de janeiro a mídia
vem explorando as folias de Momo,
como se fosse o acontecimento
mais importante do ano.

Fala-se em alegria,
festa,
colocar para fora
as angústias contidas durante
o ano passado.

Infelizmente os caminhos propostos
nada têm a ver com alegria
ou alívio de tensões.
Entretanto,
o grande saldo da festa
se resume em duas palavras:
ilusão e sensualidade.

Referimo-nos à ilusão dos entorpecentes,
dos alcoólicos.
A ilusão de grandeza,
que falsamente produz um
imenso contraste entre
a beleza da avenida e a
subvida dos barracos.

Falamos da sensualidade
que se torna material de venda,
nos corpos desnudos
e aparentemente felizes por fora,
mas muitas vezes profundamente
infelizes por dentro.

As emissoras não cansam de
exibir os bailes,
os concursos de fantasias,
os desfiles,
levando-os a todos os
que se comprazem em
observar a loucura.

Mas,
ao longo do caminho,
multiplicam-se os doentes de Aids,
os abortamentos,
a pobreza e o abandono,
a violência.

Com o risco de
sermos taxados de moralistas,
num tempo em que
se perdem as noções de moralidade,
não podemos deixar
de analisar criticamente esses
disparates do mundo brasileiro.

Em nenhum momento
nos colocamos contra a alegria.
Porém,
será justo confundir
euforia passageira com
alegria real?

Alegria de verdade seria
viver num lugar onde não
houvesse fome,
violência,
tráfico de drogas e tráfico
de influências.

Não podemos nos colocar
contra o alívio de tensões.
Entretanto,
alívio real seria encontrar
um caminho para os graves
problemas pelos quais o
País atravessa.

O carnaval é bem típico da
alienação espiritual que a
sociedade se permite.
De um lado,
as falsas aquisições
sociais de alguns,
negadas pela agressividade
de muitos; de outro,
a falsa felicidade de quatro
dias de folia,
e 361 dias de novas e
renovadas angústias.

Vale a pena?

Nestas horas,
pessoas embriagadas,
perdidas,
usam um segundo de falso prazer,
em troca de um enorme
tempo de arrependimentos.

Por quê? - perguntamos.

As pessoas pulam,
vibram,
e nem ao menos sabem
o motivo da festa.
Vão porque as outras pessoas
também vão.

Enquanto a sociedade agir
desta forma,
sem personalidade digna,
dando valores justamente aos desvalores,
as pessoas continuarão sofrendo
as conseqüências de seus
próprios atos.

Vamos fazer destes dias de feriado,
dias de alegria verdadeira,
em paz conosco mesmos.
Vamos meditar, ler, pensar.
Vamos conviver com nossa
família e amigos,
trocar idéias salutares.
Vamos orar também por
aqueles que ainda não tiveram
consciência de fazer o bem
conforme o Cristo nos recomendou,
e padecem nestes instantes de
euforia descontrolada.

Não queremos fazer apologia
da moralidade,
mas refletirmos sobre
esta festa “profana”,
o Carnaval.

Lembremo-nos das conseqüências
nocivas pós festa:
gravidez seguida de aborto,
depressão pois muitas de nós
acreditamos no príncipe
e suas promessas,
doenças sexualmente transmissíveis
e a mais terrível delas a AIDS.

E agora, o que fazer,
valeu algumas horas de
prazer aproveitando a vida”?

Pensemos com seriedade e
responsabilidade sobre esses
dias de folia.

Aproveitem esses dias de
forma segura e agradável.

TEXTO: Equipe de Redação do Momento Espírita
* * * * *
Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 06 de Março de 2.011.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Os nós e nós

Quando queremos
que alguma coisa fique
ancorada à nossa vida,
fazemos de tudo para
mantê-la presa à nós.

Criamos laços e os apertamos
com todo nosso coração.

Os nós fazem parte de nós.

Infelizmente,
nem tudo o que se apega
a nós é bom e útil.

Se prezamos ter laços
afetivos e pedaços de memórias
agarradas definitivamente
à nossa pele,
há aqueles nós que se
apegam sem que nossa
permissão seja pedida
e sem que tenhamos
forças para desatá-los.

Esses nos acompanham
e nos adoecem.

Viver com nós na garganta,
que não descem e nem saem,
nos deixa deficientes.
Avançamos em algumas
outras coisas,
mas o não resolvido fica,
como um espinho na carne.

Aquilo que não conseguimos
engolir é o perdão que não
conseguimos oferecer,
é o esclarecimento que
nunca nos foi dado,
são os porquês nunca
respondidos.

A gente caminha,
mas sente que algo ficou
pra trás e muitas das dores
de garganta que não conseguimos
curar são emoções presas
das quais não soubemos
nos livrar.

O que fica atravessado
diante de nós é o peso que
carregamos por vezes
por anos e anos.

O dia bendito em que
conseguimos colocar em
palavras e lágrimas aquilo
que nos ofendeu,
entrou em nós e ficou,
o sol desponta no horizonte
como se fosse seu
primeiro dia.

Ah, Deus,
se tivéssemos sempre
a coragem de abrir nosso
coração e gritar nossa mágoa,
quão mais leves e sãos
poderíamos viver!

Por que esse medo de expôr
o que nos desagrada?

Por que temer ferir o outro
quando estamos,
nós mesmos e inteiramente,
sangrando?

Por que a felicidade alheia,
se felicidade alheia há,
é mais importante que a nossa?

Grande parte dos nossos problemas,
das nossas doenças até físicas,
são falta de comunicação.
Por que não dizemos,
não passamos ao outro
o que sentimos,
não falamos do sentimento
de injustiça que sentimos e do
quanto isso nos abala.

Falar é importante.
No bom momento,
claro,
que com sabedoria
deve ser escolhido,
mas é muito importante.

O que não dizemos,
o outro não é obrigado
a adivinhar e isso nunca
podemos cobrar.

Os nós não resolvidos
atam nossa vida a um
certo momento.

Não crescemos como
convém e mesmo nosso
riso é sempre manchado por
uma pinta de tristeza que
traduz nosso olhar.

Quando sentiu que tinha
que se revoltar no Templo,
Jesus se revoltou,
nenhuma palavra poupou;
quando a dor e tristeza foram
grandes demais no seu seio,
Ele chorou;
quando o cálice tornou-se
por demais amargo,
falou com o Pai...

A liberdade só nos chega
quando liberamos nosso ser,
quando oferecemos ao
outro o direito de ouvir,
perdoamos o que deve ser
perdoado e aceitamos o que
deve ser aceitado.

Se criamos a coragem de desatar,
devagar, certo, mas desatar,
um a um os laços que
nos incomodam,
liberamos uma a uma
as ansiedades,
os males que nos doem
física e psicologicamente.

Nessas horas nosso coração
bate de maneira diferente,
respiramos mais ar puro
e nossos olhos se abrem para
novos horizontes.

Só um pequeno passo,
um muito de coragem e uma
nova vida pode começar.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 27 de Fevereiro de 2.011.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Para seguir viagem

Cuide das suas emoções!
Elas garantem a sua
estabilidade e a vida longa.

Os que sentem
saudade além da medida,
vivem do passado que
não volta,
e não conseguem
presenciar o presente,
encurtam o futuro.

Mais uma forma disfarçada
de suicídio...

Não guarde tantas emoções!
Extravase-as,
liberte cada sentimento.
Doe-se, ame, goste,
desgoste, sinta a sua raiva,
mas perdoe sempre,
é mais prudente e sensato.

Aquele que carrega o ódio,
leva uma cruz,
sofre sempre em dobro,
pela lembrança que
não se apaga,
e pela doença que
se instala e a radiografia
nem sempre mostra.

Cuidado com quem
você briga!
Cuidado com quem você se
lança ao desafio!
Cuidado com o que você fala!
Preste atenção nos seus
sentimentos.

Quantas mágoas você carrega
e nem percebe?

Aquela dor no estômago
que nunca cessa,
pode ser a ausência que
você não esquece.
Aquele nódulo estranho,
pode ser o luto mal resolvido.
O amargo na boca,
um amor mal resolvido,
o nervosismo,
amor mal-vivido.

Sempre é tempo para dar
um basta na solidão,
de libertar-se das correntes
da ingratidão,
de usar a força mágica
do perdão.

Para seguir viagem,
para ser mais saudável,
libere as suas emoções.
Compartilhe mais,
guarde menos,
seja breve com as emoções
que afligem,
mas eterno com o amor que
tudo perdoa,
liberta e faz crescer.

Eu acredito em você

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 20 de Fevereiro de 2.011.