sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Falando com nossos botões

Falamos com nós mesmos todos os dias,
mesmo se nos custa confessar.
Saber que todos fazem isso nos assegura,
nos tira da classe dos anormais
e nos coloca ao mesmo nível que
outros seres humanos.

Entretanto,
temos que saber até onde vão os limites.
Mas um louco consciente da sua loucura,
já não é louco,
mas um ser humano consciente
das suas limitações.

Um momento a sós com nós é preciso e benéfico.
Pessoas que sentem a necessidade
constante de estar em movimento,
no barulho, na agitação evitam,
muito provavelmente,
de pensar nos próprios problemas,
seja por medo de enfrentá-los,
seja por que não sabem como resolvê-los.

O que ignoramos nos faz menos mal.

Ao inverso,
fechados demais e pensando demais
é que algo também não vai bem.

A boa medida,
sempre e em tudo,
traz equilíbrio para nossas vidas.

Em alguns momentos precisamos
conversar com nossos botões.
Ver, talvez,
e rever nossos conceitos da vida,
nossas fragilidades,
tentar encarar com honestidade nossos
sentimentos em relação aos outros,
uma forma de nos tornarmos
pessoas mais sãs,
mais preparadas para contribuir
na construção do mundo.

Não podemos consertar o mundo
se nós mesmos nos sentimos quebrados.

A paz que damos é a que possuímos,
então precisamos buscá-la,
transformando as pedrinhas que nos machucam
em pontes que nos ligarão a outras pessoas.

A solidão é um mal e queremos fugir dela.
Mas nós atraímos ou afastamos as pessoas,
segundo nossa vida,
nossa maneira de enfrentar
uma coisa ou outra.

Ninguém é responsável pela nossa vida.
Somos grandes.
Somos raios de sol e os que querem
calor e luz se aproximarão.
A nós cabe brilhar.
E todos conhecemos a fonte.
E para quem ainda não encontrou o caminho,
é só procurar.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 16 de Novembro de 2.008.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A melhor saída é a entrada

Quantas pessoas estão neste momento desanimadas,
desacreditadas e, no desespero,
acabam buscando respostas em bocas de lobos,
disfarçados de ovelhas, prontos para a ursada.

Muitos querem encontrar
uma saída quando que na realidade
deveriam procurar uma entrada...
Na porta certa.

Muitas das vezes,
quando vamos atrás de uma saída,
o espaço é tão imenso que nos perdemos.
Tropeçamos, caímos, nos machucamos,
nos decepcionamos e quando percebemos
estamos à beira de um abismo.

Em muitos casos,
um simples “toque” será suficiente
para cairmos em sua profundeza.

Há pessoas que solicitam conselhos
e opiniões de pessoas errantes,
sem examinar a idoneidade moral
de seu conselheiro.
O status social nem sempre significa que
a pessoa tem um bom caráter.

Feliz o ser humano que não busca
conselhos dos ímpios.
O rei Salomão nos dá uma grande
lição de humildade,
pois apesar de sua reconhecida sabedoria,
mantinha um grupo de conselheiros.

Em Provérbios,
aprendemos que os planos podem fracassar
por falta de conselho,
mas tem maior probabilidade de serem
bem sucedidos quando contam com
conselheiros capazes e sinceros.

Um exemplo?
Usuários de drogas.
Essas pessoas têm que buscar uma
entrada ao invés de uma saída,
principalmente,
em caminhos que estejam repletos
de amizades sadias,
de Paz e de respeito entre as pessoas.

Muitos se iludem com a beleza do produto
externo por sua luminosidade e cores,
mas seu conteúdo é significante e
pode ser perigoso.

Jesus,
não é a saída e sim a porta de entrada
para a libertação que nos levará,
certamente, a uma nova vida.

Sou tuitivo em relação a Jesus,
pois nunca usou de sofisma e respondeu
ao descrente Tomé:

“Eu sou o caminho a verdade e a vida”.

Estas são as três entradas,
e necessidades básicas,
para todo ser humano.

Jesus é o caminho que nos leva
à verdade anunciada pelos profetas,
à salvação e a vida eterna na
Glória de Deus.

Jesus disse:
“Eu sou a porta;
quem entra por mim será salvo.
Entrará e sairá,
e encontrará pastagem”.

TEXTO: Elias Torres
* * * * *
Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 09 de Novembro de 2.008.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

OS QUE NUNCA PARTEM

Eu me lembro que quando era muito jovem,
ouvia os adultos comentarem:
fulano partiu.
Esta era a forma que eles achavam
menos sofrida de falar que alguém
havia morrido,
principalmente quando estavam perto de crianças.

Era um jeito delicado que eles tinham
de citar a morte sem que ela parecesse
tão chocante.
Cresci e comecei também a falar assim
- fulano partiu -
acabei achando menos dolorido,
menos violento se referir à morte dessa maneira.

Quando se diz que alguém morreu,
dá a impressão que se acabou,
desapareceu e imaginar que alguém que queremos
bem acabou ou desapareceu pra
sempre é terrível.

Dói mil vezes mais do que precisar enfrentar
a sua própria ausência.
Partiu já é diferente,
dá uma sensação de que em algum
ponto da vida nos reencontraremos com
essa pessoa querida novamente.

Fica mais fácil imaginar que ela viajou,
uma viagem sem data pra voltar,
mas com retorno garantido.

Enfim,
descobri recentemente,
que existe uma outra categoria dentro
desse universo.
São aqueles que nunca morrem e,
portanto, jamais partem.

São aqueles que embora desapareçam
de nossas vistas,
eternamente se fazem presentes em
nossa memória e nosso coração.
Os que nunca partem são as pessoas que
nortearam nossos dias,
colocaram um significado importante neles
e deixaram uma marca tão profunda em nós
que não importa onde estejam,
porque ao nosso lado,
de alguma forma,
sempre estarão.

Morrer, partir, são coisas simples,
coisas do dia-a-dia.
Acontece toda hora,
em todo lugar,
com todas as pessoas.

Os que nunca partem e os que nunca
passam pela dor de assistir alguém
querido partir são os felizardos dessa vida.

Dores momentâneas,
saudades e ausências à parte,
felizes daqueles que amaram
alguém nessa vida a ponto de jamais
deixá-los partir de seus corações.

Se quando eu me for,
por desígnio de Deus,
uma única pessoa não me deixar
partir me guardando dentro do seu peito,
eu direi que valeu a pena ter
passado por aqui e que minha estada
nessa vida não foi em vão.

Mas enquanto ainda estou por aqui,
só tenho a dizer que dentro de mim moram
pessoas que nunca deixei que
partissem verdadeiramente,
assim,
como não deixarei que partam,
jamais,
algumas que ainda estão por aqui.

Os que nunca partem são aqueles que
descobriram o segredo de brilhar na terra,
mesmo antes de chegarem ao céu
e se tornarem estrela.

TEXTO: Silvana Duboc
* * * * *
Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 02 de Novembro de 2.008.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O que fazer da vida?

Quando ficamos debilitados
nos sentimos impotentes perante os nossos
problemas do dia-a-dia que,
muitas das vezes,
nossa primeira reação é “jogar a toalha”,
e dizer:
Meu Deus, me dê forças,
se não desisto!.

Essa atitude é erradíssima,
pois a partir do momento em que elevamos
a palavra a Deus já começou uma oração,
e nela tem que haver um respeito
com sabedoria.

Quem somos nós para dar ordens ao Criador?.

Temos que buscar a força que
vem do alto colocando palavras
sábias e fortes,
porque somente elas têm poder.
Reconhecer que somos frágeis perante
Ele que é tão grandioso,
mas saber que somos inerentes com Deus.

Sabemos que o Senhor nos conhece,
que deseja ter uma comunhão
conosco e quer nos ver tomando
uma nova atitude,
porque Deus não nos deu o
espírito de covardia,
mas de poder e de misericórdia.
Ele sempre estará nos conduzindo ao triunfo,
apesar de nos deixarmos ser
dominados e nos sentirmos derrotados.

Nunca estaremos sós,
pois temos as suas promessas
de que nunca seremos abandonados
o que deve ser sempre a nossa fortaleza.
Coloquemo-nos diante do
Senhor de um modo diferente dizendo:
Senhor nosso Deus e nosso Pai,
e vá dizendo o quanto Ele é maravilhoso,
que é Santo acima de tudo
e devagarzinho vá colocando quais os
problemas que te afligem.

Quando for pedir,
o faça para que Deus tire a opacidade da tua visão,
para que desentupa teus ouvidos,
para que sua mente se abra e,
peça mais,
para que fortaleça tuas pernas e ombros...
Depois, agradeça-o.

Quando nossos olhos são limpos por Deus
podemos enxergar mais longe e todas as coisas,
que antes para nós eram ignoradas,
tornam-se reais e, assim,
podemos apreciar o que é belo e saudável.

Quando nossos ouvidos são desentupidos
podemos ouvir as palavras,
que antes eram rudes e não penetravam
em nossos corações,
nesse mesmo instante nossa mente
estará sendo aberta e, assim,
podemos de imediato discernir
melhor ao redor de nosso mundo e das pessoas.

Quando Ele fortalece nossas pernas
podemos nos levantar,
sair e procurar,
o que antes fazíamos com sofrimento,
agora será com vontade e prazer de caminhar.

Quando o Senhor fortalece nossos
ombros estaremos fortes e preparados
para carregar os “fardos da vida”,
pois se não trabalharmos daremos
trabalho para os outros.

O que existe muito, neste mundo,
são pessoas surdas tendo bons ouvidos,
mudas de línguas sadias,
mentes abertas que pensam o
que não deveriam pensar,
cegos que só enxergam seu mundinho,
pessoas com pernas fortes que não
andam e quando fazem,
passeiam em lugares desagradáveis e,
ombros vigorosos que carregam fardos alheios,
e coisas inúteis...

Você não faz parte deles,
pois você é um (a) vitorioso (a).

TEXTO: Elias Torres
* * * * *
Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 26 de Outubro de 2.008.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O sal da terra

Todas as manhãs Deus nos dá
a oportunidade de recomeçar alguma coisa.
É por isso que dizem que nada como uma
boa noite para colocar as idéias no lugar.

E não nos levantamos com o pé direito ou esquerdo,
nos levantamos com os dois e carregando
o mesmo corpo que no dia anterior,
talvez até os mesmos problemas não resolvidos.
Mas tivemos essas importantes
horas de descanso para recuperar
as forças e energias para continuar o caminho.

Podemos decidir então
que nada estragará nosso dia e que daremos
a oportunidade para que as soluções cheguem.

É evidente que um coração
alegre e esperançoso terá mais vitórias
que aquele que deixa afogar pelas tristezas
suas ou alheias.

A pessoa mal-humorada pode acordar
com o mais lindo raio de sol invadindo a janela
que ela ainda vai encontrar algum motivo para
criticar e saciar sua insatisfação,
como se ela tivesse a necessidade de encontrar
algo negativo para continuar tendo razão.

Inversamente,
aquele que carrega consigo a paz interior
e o desejo de ser feliz verá flores até
nos desertos mais ermos.
E ele as colherá, com certeza!

Não penso que seja simplesmente uma
questão de pensar positivo,
mas de cultivar dentro de si as coisas boas,
a paz,
o desejo de ser uma pessoa melhor
na qual outros possam se espelhar.

É plantar a semente da serenidade na
terra do coração e deixar que ela floresça
e enfeite a vida.

Viver bem é uma questão de escolha.
A fé nos sustenta.
A esperança nos mantém vivos e o amor
nos torna diferentes aos olhos do mundo.

Pouco importa se chove ou se faz sol,
o dia fica estragado quando decidimos
que assim será.

Somos, nos passos de Cristo,
o sal que tempera a terra e a luz
que ilumina o mundo.

Podemos dar sabor, cor e vida,
deixando atrás de nós a semente do bem
e rastros que conduzem ao céu.

TEXTO: Letícia Thompson
* * * * *
Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 19 de Outubro de 2.008.

sábado, 11 de outubro de 2008

O bom samaritano

Creio que toda vez que uma pessoa pensa
em ajudar o seu próximo,
ela tem o caráter de Deus em sua vida.
E quando ela faz alguma coisa
desinteressadamente pelo próximo,
ela se transforma numa extensão do braço
de Deus na vida das pessoas.

É nesse momento,
nesse exato ponto que Deus se aproveita
desse canal aberto,
onde o coração está em extâse por ser
útil e livre de preconceitos e amarras,
para falar com quem serve sem pedir nada em troca,
e chega a inspiração para novos projetos,
para levar adiante sonhos adormecidos.

Deus fala aos humildes!

Por isso vemos pessoas tão simples,
tão desprovidas de qualquer bem material ou instrução,
construindo hospitais enormes,
abrigos e asilos, acolhendo dezenas,
centenas e até milhares de necessitados
de maneira que as pessoas que estão
de fora não entendem...

É assim que vemos algumas pessoas fazendo,
enquanto muitos estão só na reclamação
gratuita e que não leva a nada.

É assim que nos assombramos com a vitalidade
de pessoas tão franzinas,
que carregam fardos enormes e só sabem sorrir.

É assim que nos espantamos com a inteligência
e sabedoria de quem mal sabe escrever,
que trazem em cada palavra uma verdade
que não machuca.

É assim que temos vontade de permanecer
ao lado de quem só faz o bem,
gente que foi maltratada,
sentiu o desprezo dos poderosos na alma,
mas não guardou rancor e nem
tem o que perdoar...

É assim que algumas pessoas emergem da dor,
da miséria e outras mazelas,
e fazem um bem tão grande que atinge
milhares de pessoas,
as vezes só com o exemplo.

E quando a noite cair,
e o vento soprar mais forte,
quando o frio atravessar ossos frágeis,
alguns estarão se revirando na cama,
tentando dormir sem conseguir,
mesmo com calmantes fortes,
outros estarão pelas ruas levando sopa,
agasalho, carinho,
minimizando um pouco a dor de
quem ficou pelo caminho.

Por isso não me espanto
que muitos esperam a volta do Cristo,
enquanto alguns, poucos ainda,
todos os dias o encontram,
o Cristo que está dormindo nas ruas,
que sofre nas casas, que geme nos hospitais,
abandonado nas celas, esquecido, humilhado,
como foi um dia,
há 2000 anos atrás numa cruz.

Bendito sejam os novos samaritanos,
que não esperam,
vão ao encontro de Cristo,
que encontram os levitas pelo caminho
e se compadecem dele,
e assim levam Jesus em cada casa,
em cada vida, não pelas palavras,
que se perdem logo após a novela das 8,
mas com atos solidários que resgatam vidas,
esses sim, estiveram com o Cristo o dia todo,
podem dormir tranquilos, sem susto,
Cristo já voltou e esteve com cada um deles.

E se você quiser,
segue a receita do Mestre:

Disse Jesus:
"Muito bem, então vai e procede tu,
de igual maneira."

Eu acredito em você

TEXTO: Paulo Roberto Gaefke
* * * * *
Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 12 de Outubro de 2.008.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Para ser feliz

O que você precisa para ser feliz?

Responda... pegue papel,
caneta e faça uma lista,
olhando bem dentro do seu coração.

O sentimento de felicidade e, creia,
de infelicidade, é coisa individual.

que faz uma pessoa feliz pode não
fazer uma outra.
O grande problema de todo mundo é
que quanto mais temos,
mais nos tornamos exigentes.
Só que não sabemos isso com antecedência.

Nos dizemos:
se eu tivesse isso, seria feliz.
Mas depois de satisfeitos,
outro vazio se abre,
então queremos mais e assim por diante.

Nos sentimos felizes
no momento e depois da euforia passada,
tudo parece banal.

O amor faz feliz.
Mas o amor sem dinheiro pode não
ser o bastante.
Então queremos os dois.
Depois pedimos saúde,
casa, filhos, um bom trabalho...
e assim por diante.

Como um pedreiro,
vamos construindo nosso ideal de
felicidade tijolinho por tijolinho,
sem portanto jamais terminar de construir,
como se a vida fosse uma obra inacabada.

Quando tudo parece completo,
reclamamos do tempo que passou e nos
arrependemos do que não fizemos
ou nos dizemos que poderíamos
ter feito mais.

Digo tudo isso para dizer que o ser humano
parece sempre insatisfeito.

Penso que a verdadeira felicidade
devemos aprender é com as crianças:
beber dessa água e desses instantes
e não pensar em mais nada!

Ser feliz, simplesmente,
não colocando a felicidade como objetivo
para o próximo passo,
sem portanto, deixar de caminhar.

O mundo anda, andamos com ele.

Não podemos usufruir da felicidade
presente pensando sempre na outra que virá,
porque é isso que causa insatisfação nas pessoas.

Se sempre esperamos que será
melhor amanhã,
o hoje parece insignificante.

Portanto,
quanto proveito perdemos do presente
porque não sabemos apreciar e dar o justo
valor daquele momento.

Temos, hoje,
o que Deus permite que tenhamos e
que nos sustenta.
Ansiar por mais,
sempre mais nos torna seres infelizes.

Quero abraçar o hoje com o que ele me oferece
e amanhã será um outro dia onde poderei também
extrair meu pedaço de felicidade.

Porque felicidade é isso:
pedaços aqui e acolá que vão enchendo nosso coração.

Deus cuida de nós como cuida dos
pássaros e das crianças.
Os pássaros cantam em todas as ocasiões e
as crianças riem do nada.
Eles sabem, da maneira deles,
aproveitar do momento presente e extrair
de cada instante a felicidade.
São felizes com a simplicidade que Deus
pede ao nosso coração.

Para ser feliz, viva seu agora.
Torne-se criança no coração e na alma.
Cante como os pássaros e seu rosto terá aos olhos
de todos a beleza dos lírios dos campos.

TEXTO: Letícia Thompson
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Texto enviado aos amigos do Grupo Mensagem de Domingo,
dia 05 de Outubro de 2.008.